segunda-feira, 5 de janeiro de 2009

Dica de arte (ou onde fica Orsay?)



[Imagem: Gustave Caillebotte (1848-1894), "Les raboteurs de parquet", 1875. Óleo sobre tela. Paris, musée d'Orsay]
Pra quem gosta de arte e se interessa em saber a história de seus quadros preferidos, o site do Musée D´Orsay tem uma parte com mais de 700 obras comentadas, de quadros a fotografias e esculturas (http://www.musee-orsay.fr/fr/collections/oeuvres-commentees/accueil.html). Também é ótimo pra conhecer novos artistas, como o Caillebotte aí de cima -que não é fotografia, é um quadro mesmo! Só que tem que escolher a linguagem e, claro, não tem em português...
Aliás, falando em português, é hora de colocar em prática as novas regras ortográficas.

sábado, 3 de janeiro de 2009

Torto Soneto (ou 11/12/2008)



Quando a lembrança passa a valer
mais que a sombra do viver
e a força do que não aconteceu
é maior que se fincar no chão,

Quando não há jeito outro que partir
e é impossível ver o que há por vir
só nos resta o silêncio, o breu
dessa resignada ilusão.

E quando pudermos abrir as portas
novamente deste salão
e acharmos o amor que se escondeu,

Veremos o que de fato nos importa
pra solucionar nossa questão
e separar o que é seu do que é meu.

sexta-feira, 26 de dezembro de 2008

Sãos 22:32 e eu estou esperando nossa comida ficar pronta (starving to death). De qualquer forma, achei que seria legal escrever no blog, sendo ele (o blog), nesse momento, um simples objeto, depositário de energias acumuladas dentro de mim devido ao ócio e à fome. Enfim. Expectativas.
Já escrevi aqui uma vez que expectativas são excesso de bagagem (frase pinçada de um livro chamado "Coerção e suas implicações", ed. Livro Pleno, escrito por Murray Sidman. Esta frase não tem realmente muita conexão com o assunto principal do livro [como a sociedade atualmente -e sempre - usa da coerção para controlar os indivíduos. Para quem pensou algo como: "E dá pra controlar sem tolher a liberdade, sem ser coercitivo?", a linha de pensamento que Murray defende, a behaviorista, defende que: 1) não existe liberdade, ela é um mito e 2) nem toda forma de controle é ruim. Exatamente porque não há como o controle ser sinônimo de "prisão", já que não há o quase-antônimo "liberdade"]. Mas as expectativas sempre estão presentes em nossa vida. E isso desde que nascemos e esperamos (não existe um verbo para expectativa? Expectar? Expectativar? Esperar mesmo?) pelo primeiro conforto no colo da mãe ou pelo peito pra mamar, nossa primeira "refeição" -olha eu falando de comida aqui de novo... é a fome.
Só que nossas expectativas nem sempre são preenchidas. E isso desde quando, à noite, choramos de fome e parece que nosso alimento não vem (mãe tem que dormir, um dia eu ainda vou saber disso na pele!). E assim vamos seguindo uma vida de frustrações, e não só de preenchimentos de desejos e vontades: e será que seria bom termos todas as nossas vontades satisfeitas? E, mais do que isso, será que isso é possível? Pois o mundo, e a natureza, se encarregam de nos frustrar, de algum jeito. Seja com uma chuva no dia de Ano Novo, seja com uma enchente que derruba casas, famílias e sonhos.
Bom...
Minha comida ficou pronta! Fui!

quinta-feira, 25 de dezembro de 2008

Aproveitando a sesta...



[Imagem: Van Gogh, Noite estrelada - Arles, (1888) óleo sobre tela, Musée d'Orsay]
... e desejando um Feliz Natal pra todos! E que pequenos milagres sejam feitos neste dia e nos próximos que virão.

terça-feira, 23 de dezembro de 2008

Cria+atividade



[Imagem: arquivo pessoal]
Há algumas semanas, talvez duas ou três, a capa da revista IstoÉ falava sobre criatividade: o que a ciência diz sobre ela e dicas para desenvolver o seu potencial criativo, deixando-a fluir e se manifestar. Eu não li a matéria toda (benditos sejam os designers de infográficos!), mas eram, no geral, informações que eu já tinha, por gostar de estudar o cérebro humano -ainda que apenas o quanto minha disposição e boa vontade permite.
De qualquer maneira, uma das dicas (na verdade, a peça-chave) para "liberar a criatividade" escrita na matéria é dar-se tempo: ao tentar resolver um problema, por exemplo, parar de pensar nele e se distrair com algo prazeroso, porque a solução surge mais facilmente. Para isso, é preciso primeiro ter um tempo de ócio, por assim dizer, a fim de que as idéias surjam.
Bem, sou muito a favor dessa "técnica" (Essas palavras mecanicistas na verdade me deixam com um pouco de medo e receio, porque um lado meu não quer desvendar os mistérios da nossa mente e de todos os fenômenos que ela "cria", mas não vou me prender muito a esses comentários, pois o texto ficaria todo cheio de aspas).
Aonde quero chegar é ao dizer que este momento de férias é um bom momento pra permitir que idéias loucas surjam, sejam elas relacionadas a projetos profissionais, pessoais, ou a projeto nenhum -que sejam apenas uma boa diversão nessa vida nossa de cada dia, que está tão difícil, mas tão difícil, que Papai Noel já quer ser chamado só de Noel pra não ter que pagar pensão.