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quinta-feira, 1 de agosto de 2013

Samba do só



O que foi essa atitude vil?
Eu nem sei o que dizer, viu
Só posso sentir decepção
Você decepou meu coração

Se não pode dizer por quê
Garanta apenas que isso
Nunca mais vai acontecer, porque
Minha certeza sempre foi na bondade
Quero crer num amor de verdade
E o que tenho no peito dá pra dar e vender

O que foi essa atitude vil?
Eu nem sei o que dizer, viu
Só posso sentir decepção
Você decepou meu coração

Sei que devo desejar sorte
Que sua vida corra como você quer
Mas sei que nela já não cabe uma mulher
Não cabe mais ninguém além de ti

Eu sei
Que o perdão é uma virtude, como queira
Mas fico triste quando fico de bobeira
Sozinha a minha mágoa há de sumir

O que foi essa atitude vil?
Eu nem sei o que dizer, viu
Só posso sentir decepção
Você decepou meu coração

sábado, 19 de fevereiro de 2011

Aves e Marias


Estou muito envolvida com duas (ou quatro?) mulheres da arte com que tive contato semana passada. Elas me têm afetado tanto que apenas agora consigo colocar em caracteres (e assim organizar as penas da guerra de travesseiros por elas causada em minha mente).
Na Terça, conheci Tiê. Em meia hora, ouvi todas as músicas disponíveis no Youtube. Em mais uma hora e meia, já tinha ido à loja e encomendado o CD. "Sweet Jardim" é um álbum sucinto, singelo e, ao mesmo tempo, de uma sedução quase inocente (ouçam a faixa moulin-rougenesca "Te valorizo": http://www.youtube.com/watch?v=pM_8bCrmwtA&feature=relmfu ). Isso porque ele foi fruto de dois anos vivendo duas "personas", como ela mesma disse: trabalhando de dia com o músico Toquinho e, à noite, em um projeto musical de cabaré.
No Sábado, encontrei Nina, a bailarina interpretada, ou vivida, por Natalie Portman, no filme Cisne Negro ( http://www.youtube.com/watch?v=5jaI1XOB-bs ). Nina tem que encontrar em si mesma um lado reprimido para poder viver dois papeis muito cindidos: Odette, a rainha cisne ingênua e boa, e Odille, a gêmea má. É um trabalho quase que de "metainterpretação", se é que este termo pode existir: a atriz teve que ir ao seu limite para conseguir interpretar uma moça que precisa ir ao seu limite para conseguir interpretar. Assim como também pode ter sido este o tipo de trabalho realizado por Tiê naqueles dois anos antes de poder dar à luz seu primeiro disco.
Os entrelaces continuam. Nos nomes, as chaves: Tiê vem de "sabedoria", em japonês, e do pássaro, o pássaro tiê. Nina, a menina que não sabe ainda o que é ser mulher, toca este aspecto de seu ser quando vestida de pássaro, pássaro negro.
Tiê canta: "Como um brotinho de feijão/ foi que um dia eu nasci/ Despertei, caí no chão/ e com as flores cresci/ E decidi que a vida logo me daria tudo/ Se eu não deixasse que o medo me apagasse no escuro". Nina tem medo, porque o escuro está dentro de todos nós, e ele pode se sobrepor à luz.
Tiê continua: "Quando mamãe olhou pra mim/ ela foi e pensou/ que um nome de passarinho/ me encheria de amor/ Mas passarinho, se não bate a asa, logo pia/ e eu, que tinha um nome diferente, já quis ser Maria". Amor de mãe pode sempre ser amor, mas por vezes é um amor que corta as asas. Não é culpa da mãe, é culpa de Mãe. Voar é perigoso demais pro meu filhote, ao mesmo tempo é tão bom... Sinto falta de voar, mas não posso por causa do meu filhote. Além disso, é o papel da filha ir contra a mãe, achar um caminho próprio, que não necessariamente será melhor do que o que a mãe tentou traçar para ela, mas é um caminho dela. Não é culpa da filha, é culpa de Filha.
Em Cisne Negro, a mãe de Nina é uma bailarina frustrada. Vê a gravidez da filha como o impedimento para a realização de seu sonho de ser reconhecida na profissão. Porém, Nina argumenta que ela já tinha 28 anos, então não dependeria dela o fracasso da mãe, mas sim dela mesma, de sua capacidade. O que ela não questiona é se seu desejo de ser bailarina veio do desejo da mãe, ou de seu desejo de superá-la.
E, nos entremeios disso tudo, estou EU, em uma valsa de cordas, atando-me e desatando-me, buscando os nós que me parecerem pertinentes.

segunda-feira, 7 de setembro de 2009

Por quê eu gosto de Los Hermanos (10 motivos)




(capa do CD "Ventura")

Eu sempre tento explicar por quê eu gosto das coisas, sendo que não há motivos pra explicar as nossas preferências (ou há? acho que sim, mas eu sou teimosa, então vamos partir do pressuposto de que não). Já tentei aqui explicar, por exemplo, por quê gosto da série "Crepúsculo" (que, aliás, eu finalmente terminei de ler: fico devendo uma postagem a respeito). Enfim. Aqui eu tento falar de tudo o que gosto -e que tenho certeza de que não vou deixar de gostar depois que transcrever.
Eu gosto de Los Hermanos. Aquela banda, sabe? A da Anna Julia. A que muita gente olha as notícias, vê a comoção dos fãs e pensa: affe, esses roots/emo/indies deviam procurar o que fazer. A que entrou em "pausa por tempo indeterminado" há pouco mais de dois anos. Sinceramente, essa parte também me cansa um pouco. A da Anna Julia, a dos fãs chatos, a da espera incessante (essa me cansa menos, mas poxa, ninguém fica esperando que os Beatles voltem - aliás, eu também já fiz uma postagem polêmica, comparando as duas bandas, hehehe).
Vamos ao que interessa. Eu gosto de Los Hermanos porque:
1) da primeira vez que ouvi, a primeiríssima mesmo, não gostei. Porque eles ocupavam lugar no Disk MTV, que eu assistia por causa dos Backstreet Boys ou das Spice Girls. Mas aquela "Anna Julia não saía da cabeça. Ah, eu também não gostava muito da Mariana Ximenes. Mas eu gosto de mudar de ideia e mudei (sobre a banda, não tanto a Mariana Ximenes).
2) eu achava bonita a "Primavera" (Primavera se foi, e com ela meu amor/ Quem me dera poder consertar tudo o que fiz), mas era uma época que eu torcia o nariz pra músicas nacionais. No fundo, eu curtia.
3) da segunda vez que ouvi - não exatamente a segunda, mas depois de um bom intervalo de tempo -, foi porque meu ex-namorado e meu primo insistiram. Isso faz uns quatro anos (Cristo, nunca tinha parado pra contar!). Já disse que sou teimosa, então ignorei os comentários por mais um bocado de tempo. Até que, em tempos de Kazaa, Limewire etc., baixei "O vento".
4) quando ouvi "O vento", foi uma estranheza. Uma sensação de nostalgia, que hoje em dia assumo que está impressa em minha memória autobiográfica como desencadeador de prazer. Estimulações nervosas, atenção concentrada no som, novas conexões sinápticas e a livre associação com imagens bonitas. Na hora, baixei várias outras.
5) depois da primeira, foram "Primeiro andar", "Conversa de botas batidas", "Samba a dois", "Último romance", "O velho e o moço", "Sentimental"... Me interessava pelo título, prestava atenção nas letras. O ritmo me prendia, a harmonia dos instrumentos, a delicadeza da voz do Camelo e a boemia ultrasexappealaosmeusouvidos da voz do Amarante - timbres que, aliás, muita gente confude, mas eu me orgulho de não confundir ever.
6) as letras casam com o que sinto, o que penso, além de terem trazido novas visões. de paz e de estranheza. Tem uma prima (a mesma que tem medo da menina do blog!) que diz que as músicas deles lhe dão dor de barriga. Acho que é pela estranheza. Eu sempre gostei de cólicas (hoje não gosto tanto) e de dores musculares. Eu gosto do que é estranho - o que se contradiz à minha teimosia, que nada mais é do que a intolerância frente ao que não é comum, que é "estrangeiro", "strange", "estranho". Vai ver, também sou estranha.
7) tenho lembranças afetivas quando ouço Los Hermanos. Algumas bem ruins, o que me fizeram sacrificar uma ou duas músicas que nunca mais ouvi. Mas a maioria boas, que não são realmente nomeadas ou claramente explicadas. Árvores, chinelo, verão, paralelepípedo, mãos dadas and so on... Uma cadeia de significantes, com todos os seus hiatos.
8) os shows são maravilhosos. São homens exalando amor (isso foi hippie demais, realmente. Sorry. Mas os shows são inexplicáveis, tem que ir pra ver. Fui em três, incluindo um no Pão de Açúcar e um de despedida, na Fundição Progresso).
9) por começar a gostar deles, comecei a me interessar mais por música brasileira. Um amor atrai o outro. Marisa Monte, Mombojó, Adriana Calcanhoto, Roberta Sá, Caetano Veloso, Chico Buarque, Céu, Roberto Carlos...
10) me faz chorar - e é feito pra rir (final da música "Cher Antoine").

domingo, 19 de abril de 2009

Anestesia


I want to be rich and I want lots of money

I don’t care about clever, I don’t care about funny

I want loads of clothes and fuckloads of diamonds

I heard people die while they are trying to find them

I’ll take my clothes off and it will be shameless

Cuz everyone knows that’s how you get famous

I’ll look at the sun and I’ll look in the mirror

I’m on the right track yeah I’m on to a winner



I don’t know what’s right and what’s real anymore

I don’t know how I’m meant to feel anymore

When do you think it will all become clear?

‘Cuz I’m being taken over by The Fear

Life’s about film stars and less about mothers

It’s all about fast cars cussing each other

But it doesn’t matter cause I’m packing plastic

and that’s what makes my life so fucking fantastic

(...)


Forget about guns and forget ammunition

Cause I’m killing them all on my own little mission

Now I’m not a saint but I’m not a sinner

Now everything's cool as long as I’m getting thinner (Lily Allen, The Fear)



Sim, eu comentei um tempo atrás que estava pensando muito nas músicas que surgem atualmente. Esta de cima, da Lily Allen, me chamou logo a atenção pela estranheza, tanto da sonoridade quanto do videoclipe, que é meio Alice no País das Maravilhas versão fashion 80. Depois, sabendo a letra, entendi que toda essa sensação de anestesia e de viagem lisérgica faziam sentido: a letra fala de um momento em que a pessoa tem um certo discernimento de que as coisas não andam tão bem, porém nada pode fazer a não ser nadar a favor da correnteza. Há tanto um auto-conhecimento (autoconhecimento?) que perpassa a psique coletiva, visto que fala de si através também do que se vê nos outros ao redor (heteroconhecimento?), quanto uma certa ironia, que pode ser entendida como tal ou como uma verdadeira "anestesia mental" em que não se para para (estranho!) realmente refletir sobre o fenômeno; ele apenas é descrito.


Acho que isso tem acontecido tanto com a gente! Somos pequenos mísseis, sim, atingindo uns aos outros, porém teleguiados por algo maior... Isso me assusta, assim como a vida falando mais de estrelas de cinema do que de mães. Aliás, o dia delas está chegando...


terça-feira, 24 de março de 2009

Single Ladies and Misses Independent


All the single ladies
Now put your hands up
Up in the club, we just broke up
I'm doing my own little thing
(...)
Ya can't be mad at me
Cuz if you liked it then you should have put a ring on it (Beyoncé, All the single ladies)


Não, eu não gosto nem um pouco dessa música da Beyoncé (aliás, muitas vezes me pergunto por que ela não assume inteiramente sua veia de compositora de baladas, como "Irreplaceable" e "If I were a boy", e não dessas músicas dançantes em ela já admitiu não serem suas preferidas e nas quais ela me dá um certo medo quando dança. Mas eu sei que essa cisma é minha, eu, que sou na verdade bem blasèe no que se refere a micaretas e qualquer tipo de agitação demasiada, pelo menos na maior parte do tempo. Mas voltemos ao "Não, eu não gosto nem um pouco dessa música da Beyoncé"). A questão é que ultimamente tenho pensado muito nas músicas atuais, mais do que de costume. Não só pensando, mas tentando compreender o por quê de elas terem sido 'fisgadas' do mundo das ideias justamente no tempo e no espaço em que se inserem, que motivações maiores estão por detrás desse suposto pseudo-acaso.


Tentando dar outro sentido talvez menos filosófico-platônico, o que quero dizer é que, sabendo que artistas são aqueles que conseguem expressar não apenas o que está dentro deles, mas também passam para o registro do concreto e sensível (i.e., que se sente, que diz respeito aos sentidos) o peso do ambiente sobre nós, então as letras das músicas são uma amostra da expressão artística do movimento do mundo. Ok, ok, talvez essa minha explicação continue tão intangível quanto a de cima. O que quero dizer, sem delongas, é que as músicas não surgem nem determinada época à toa, elas têm um sentido de ser e estar naquele momento específico -e, ainda mais do que estarem, permanecerem, como é o caso das canções imortais, que quebram as leis do tempo e do espaço, da finitude e do ciclo vital, obedecendo a um outro tipo de ordem. Sobre elas, aliás, procuro ter fé de que algumas músicas dos dias de hoje possam, mais pra frente, receber esse título -mas, infelizmente, nem sempre sou tão otimista. O que me conforta é que não estarei aqui pra confirmar ou refutar minhas esperanças.


Mas, pela segunda vez, voltando à frase "Não, eu não gosto nem um pouco dessa música da Beyoncé". Realmente não gosto, mas alguma coisa ela mostra sobre nós, habitantes de metrópoles. Comecei a pensar nisso justamente no metrô, onde me deparo, quase todo dia, com aquilo que já conhecemos: gente empurrando, xingando, passando pelo outro como se ele fosse de outra dimensão e o corpo não estivesse realmente presente ali - hologramas tipo reunião de cúpula do Star Wars, saca?


Nisso tudo, o que mais me incomoda muito são os homens: eles perderam o pouco que se considera adaptável do pensamento medieval, ou seja, o cavalheirismo. Fico achando que, se houvesse uma tragédia tipo Titanic hoje em dia, ninguém ia se lembrar de dizer "Mulheres e crianças primeiro!", há!, doce ilusão. É cada um por si mes-mo. Os barcos iam ficar lotados de trogloditas que não poderiam perpetuar a espécie entre si.



Freud, Darwin, feministas, alguém poderia me explicar por quê o cavalheirismo está com os dias contados???
PS: E ainda me vem um Ne-Yo da vida e faz uma música desse naipe:
‘Cause she work like a boss
Play like a boss
Car and the crib she ’bout to pay ‘em both off
And bills are payed on time, yeah
She made for a boss
Slowly a boss
Anything less she telling them to get lost
That’s the girl that’s on my mind

She got her own thing
That’s why I love her
Miss independent
Won’t you come and spend a little time (Ne-Yo, Miss Independent)

Menina veneno - uma análise


Meia-noite no meu quarto, ela vai subir
ouço passos na escada, vejo a porta abrir
um abajur cor de carne, um lençol azul
cortinas de seda, o seu corpo nu


Menina veneno, o mundo é pequeno para nós dois
em toda cama que eu durmo
só dá você


Seus olhos verdes no espelho brilham para mim
seu corpo inteiro é um prazer
do princípio ao fim
Sozinho no meu quarto
eu acordo sem você
fico falando pras paredes
até anoitecer


Menina veneno, você tem um jeito sereno de ser
em toda noite no meu quarto
vem me entorpecer
me entorpecer


Meia-noite no meu quarto
ela vai surgir
eu ouço passos na escada
eu vejo a porta abrir
Você vem não sei de onde
eu sei, vem me amar
eu nem sei qual seu nome
mas nem preciso chamar


Menina veneno, o mundo é pequeno

demais pra nós dois
em toda noite no meu quarto
vem me entorpecer
me entorpecer
Menina veneno ... (Ritchie)



O que a gente primeiro percebe na música uma é exacerbação da sensualidade, ou seja, do que é impresso através das sensações e dos sentidos: audição ("ouço passos na escada / ela vai subir"), visão ("vejo a porta abrir", "seus olhos verdes no espelho brilham para mim"), tato ("cortinas de seda"), olfato e paladar, por vezes implícitos ou gerais ("seu corpo inteiro é um prazer"), que fazem com que o ouvinte crie imagens cinestésicas ao longo da música, culminando em um cessar do sensual para dar lugar ao entorpecimento ("toda noite no meu quarto / vem me entorpecer"), ou seja, o cessar dos sentidos, representando o ápice sexual. Este uso do cinestésico deixa transparecer um sutil caráter simbolista da música, já anunciado pelo uso de aliterações ("menina veneno", "cor de carne", "lençol azul"), que também auxiliam na cadência da música.

Com relação à narrativa, observa-se que a primeira estrofe fala da expectativa da chegada da "menina veneno" ao quarto; a segunda introduz a "menina" e a descreve como um convite sexual; a terceira fala do desfecho do encontro, em que ela se vai; e a quarta traz o prólogo, em que subentende-se que ela vai retornar (tanto que o início da estrofe é semelhante ao início da primeira estrofe), caracterizando o enredo circular da música, também indicado pela constância da bateria, sem circunvoluções ou reviravoltas.

A menina veneno é objeto de prazer para o eu-lírico, e sua real identidade realmente não importa ("você vem não sei de onde", "eu nem sei qual seu nome"), indicando um certo distanciamento afetivo entre os dois. Tal jogo erótico parece ser consentido e acordado entre eles, o que não necessariamente implica que ambos compartilhem o prazer: em nenhum momento pode-se ter certeza de que ela compartilha o arrebatamento sentido e descrito pelo eu-lírico (ela chega a deixá-lo durante a noite: "sozinho no meu quarto / eu acordo sem você").


***


Leitores mais críticos ou atentos provavelmente estão se perguntando que raios de postagem é essa, com uma análise musical e literária de uma música que, de tão bem que funcionou, virou kitsch (Adendo: como conta Milan Kundera, a origem do kitsch tinha a ver com negar a merda, ou seja, negar o que é humano. O kitsch era algo sublime, um ideal estético. Para ele, "antes de sermos esquecidos, seremos transformados em kitsch. O kitsch é a estação intermediária entre o ser e o esquecimento". E, em alemão, kitsch significa pura e simplesmente lixo).
Na verdade, aqui não há nenhum motivo implícito para que eu tenha feito tal análise; foi um favor, um convite aceito, um agrado, um prazer -na verdade, um trabalho de faculdade que não é meu... Venho, sim, pensando no significado das músicas e estou trabalhando numa postagem a respeito (próximos capítulos...). Quanta coisa! Mas vale levantar a questão: por que será que essa música toca as pessoas, de um jeito ou de outro? Quem não a conhece, pelo menos no refrão, de cor e salteado? Fazendo essa análise, passei a olhá-la sob um novo olhar, mais respeitoso e compreensivo (pelo menos um pouco). Porque dela se despreendem chamarizes do que nos é instintual; e é isso que faz a "menina veneno" um torpor que não vê sexo -muito menos escolha sexual.

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2009

Chasing Pavements

Às vezes, uma música pode falar mais do que um grande tratado.




I've made up my mind,
Don't need to think it over,
If i'm wrong i am right,
Don't need to look no further,
This ain't lust,
I know this is love but,
If i tell the world,
I'll never say enough,
Cause it was not said to you,
And that’s exactly what i need to do,
If i'm in love with you,

Should i give up,
Or should i just keep chasing pavements?
Even if it leads nowhere,
Or would it be a waste?
Even if i knew my place
should i leave it there?
Should i give up,
Or should i just keep chasing pavements?
Even if it leads nowhere

CmI'd build myself up,
And fly around in circles,
Wait then as my heart drops,
And my back begins to tingle
Finally could this be it

Should i give up,
Or should i just keep chasing pavements?
Even if it leads nowhere,
Or would it be a waste?
Even if i knew my place should i leave it there?
Should i give up,
Or should i just keep chasing pavements?
Even if it leads nowhere
Should i give up,
Or should i just keep chasing pavements?
Even if it leads nowhere,

Or would it be a waste?
Even if i knew my place should i leave it there?
Should i give up,
Or should i just keep chasing pavements?
Even if it leads nowhere

Impossível não pensar na repetição de temas destas minhas três últimas postagens... Falo disso mais tarde (ou não).

terça-feira, 6 de janeiro de 2009

Mais vozes sexy (ou crise de megalomania paranóica)

Uma rádio inglesa chamada "Planet Rock" provavelmente deu um google no meu nome e achou a postagem sobre as 7 vozes masculinas mais sexy (ver Novembro 2008). Empolgada com a idéia, fez uma lista de 40 maiores vozes do rock de todos os tempos. Copiei a lista das notícias do Yahoo! (http://br.noticias.yahoo.com/s/06012009/48/entretenimento-robert-plant-eleito-maior-voz.html) pra vocês conferirem, além de grifar os TRÊS que também estão na minha lista -que, só pra lembrar, não era só de rock. Mas nesta aqui faltou o Amarante, hein!

1. Robert Plant (Led Zeppelin)
2. Freddie Mercury (Queen)
3. Paul Rodgers (Free, Bad Company)
4. Ian Gillan (Deep Purple)
5. Roger Daltrey (The Who)
6. David Coverdale (Whitesnake)
7. Axl Rose (Guns N' Roses)
8. Bruce Dickinson (Iron Maiden)
9. Mick Jagger (The Rolling Stones)
10. Bon Scott (AC/DC)
11. David Bowie
12. Jon Bon Jovi (Bon Jovi)
13. Steven Tyler (Aerosmith)
14. Jon Anderson (Yes)
15. Bruce Springsteen
16. Steve Perry (Journey)
17. Ozzy Osbourne (Black Sabbath)
18. Bono (U2)
19. Peter Gabriel (Genesis)
20. James Hetfield (Metallica)
21. Janis Joplin
22. Brian Johnson (AC/DC)
23. Roger Chapman (Family)
24. Phil Lynott (Thin Lizzy)
25. Glenn Hughes (Black Sabbath, Deep Purple)
26. Joe Cocker
27. Jim Morrison (The Doors)
28. Alex Harvey (Sensational Alex Harvey Band)
29. Alice Cooper
30. Ronnie James Dio (Rainbow, Black Sabbath)
31. Sammy Hagar (Van Halen)
32. Meat Loaf
33. Rob Halford (Judas Priest)
34. Geddy Lee (Rush)
35. Biff Byford (Saxon)
36. David Gilmour (Pink Floyd)
37. Fish (Marillion)
38. Dave Lee Roth (Van Halen)
39. Chris Cornell (Soundgarden , Audioslave)
40. Neil Young

quarta-feira, 3 de dezembro de 2008

Poesia de outro (ou Ouçam Little Joy)


Evaporar (R. Amarante)


Tempo a gente tem

Quanto a gente dá

Corre o que correr,

Custe o que custar...


Tempo a gente dá

Quanto a gente tem

Custa o que correr,

Corre o que custar...


O tempo que eu perdi

Só agora eu sei

Aprender a dar

Foi o que ganhei


E ando ainda atrás

Desse tempo

Tempo de não correr,

Nem de me encontrar,


Ah... não se mexer!

Beija-flor no ar

O rio fica lá

A água que correu

Chega na maré,

Ele vira mar...


Como se morrer

Fosse desaguar!

Derramar no céu,

Se purificar...


Ah... deixar pra trás,

Sais e minerais,


Evaporar...
[PS: a fotografia é minha]

domingo, 16 de novembro de 2008

Top 7 Vozes sexy (ou opinem)

Já foi comprovado pela ciência, mas toda mulher sabe que, na verdade, isso nem era necessário: algumas vozes masculinas simplesmente mexem com nosso mais interno interior (isso mesmo que você leu)!
Cada uma deve ter seus timbres preferidos, e esses são alguns dos meus (claro que posso ter esquecido de alguns, fiz essa postagem rapidinho):


7) David Lee Roth (ex-Van Halen)


6) Steve Tyler (Aerosmith)


5) Mark Kopfler (Dire Straits)


4) Julian Casablancas (The Strokes)


3) Bruce Springsteen


2) Chico Buarque


1) Amaranteee! (antes, Los Hermanos... agora, Orquestra Imperial e Little Joy)



Opinem, mulheres... e homens também!

sábado, 8 de março de 2008

Dia das Mulheres

[Imagem: "Gala em esferas atômicas", Salvador Dalí. Não achei o nome orginal nem a data, mas é algo assim]


She can kill with a smile, she can wound with her eyes.
She can ruin your faith with her casual lies.
And she only reveals what she wants you to see.
She hides like a child, but she's always a woman to me.

She can lead you to love, she can take you or leave you.
She can ask for the truth, but she'll never believe.
And she'll take what you give her as long it's free.
She steals like a thief, but she's always a woman to me.

Ohhh... she takes care of herself.
She can wait if she wants, she's ahead of her time.
Ohhh... and she never gives out,
and she never gives in, she just changes her mind.

And she'll promise you more than the garden of Eden.
Then she'll carelessly cut you and laugh while you're bleeding.
But she brings out the best and the worst you can be.
Blame it all on yourself 'cause she's always a woman to me.

She's frequently kind and she's suddenly cruel.
She can do as she pleases, she's nobody's fool.
But she can't be convicted, she's earned her degree.
And the most she will do is throw shadows at you,
but she's always a woman to me.

(She is always a woman to me - Billy Joel)


*


Hoje é um dia muito especial pra todas nós, mas também o é só pra mim...

Mulheres são filogeneticamente e culturalmente rivais, mas hoje há trégua: Feliz Dia das Mulheres!