Há vários motivos ideológicos para eu não escrever sobre isso; mas também há um único que foi o predominante para que eu decidisse escrever - o tema, o que também é, de certa forma, ideológico. Claro que, somado ao tema, há também meu interesse pessoal por pelo menos um dos dois integrantes - não posso dizer que haja uma "conexão", pois ela implicaria dois envolvidos, mas posso dizer de uma "ligação unilateral", se é que isso é, por sua vez, possível. Na verdade, pensando melhor, há uma conexão sim: ele me transmite algo, que eu tento lhe devolver da forma mais abstrata e intuitível que existe, no meio do coletivo das milhares de pessoas que sentem como eu o que de tão bom ele nos passa.
Enfim.
O tema -que é o Amor, nada mais e nada menos -. nunca passa incólume (é a segunda vez que uso essa palavra no blog; a primeira foi na postagem chamada "Saudade", que, por coincidência, é o mesmo nome de uma música dele que estou ouvindo agora). O Amor pode despertar estranhamento, medo, furor, raiva, ciúmes, inveja. Parece ser (só parece, pois os poetas tentam defini-lo quase que em vão) um sentimento de calmaria que é resultante da anulação das energias tão intensas dos demais sentimentos que ele causa. E, claro, o Amor mais desejado, o que abalaria as estruturas do viver social, é o mais rejeitado.
Já li e ouvi comentários de todo o tipo, inclusive de que a relação entre eles é de uma violação do mais velho - que talvez estivesse juntando bagagem para receber um novo amor, um amor novo como o dela - para a mais nova - que foi menos maculada pelas dores e pelos calos, e que ainda é capaz de chorar de alegria, de transbordamento de Amor puro, como elamesma disse. Mas a violação (e a violência) ocorre quando um lado é forçado a fazer algo que não quer; e o lado que não quer, o lado vítima, é o do Amor; o verdadeiro cometedor de violência é o lado das opiniões cheias de paixão furiosa, que não aceita que esse próprio Amor está dentro de si.
segunda-feira, 1 de dezembro de 2008
Eu tinha que escrever (ou Janta)
domingo, 16 de novembro de 2008
Top 7 Vozes sexy (ou opinem)
Já foi comprovado pela ciência, mas toda mulher sabe que, na verdade, isso nem era necessário: algumas vozes masculinas simplesmente mexem com nosso mais interno interior (isso mesmo que você leu)!Cada uma deve ter seus timbres preferidos, e esses são alguns dos meus (claro que posso ter esquecido de alguns, fiz essa postagem rapidinho):
7) David Lee Roth (ex-Van Halen)
6) Steve Tyler (Aerosmith)
5) Mark Kopfler (Dire Straits)
4) Julian Casablancas (The Strokes)
3) Bruce Springsteen
2) Chico Buarque
1) Amaranteee! (antes, Los Hermanos... agora, Orquestra Imperial e Little Joy)
Opinem, mulheres... e homens também!
domingo, 9 de novembro de 2008
Querido blog (ou lorota)
Querido blog,
Peço desculpas por minha negligência para contigo. Sei que estou devendo algumas postagens fresquinhas e inspiradas, do jeitinho que você gosta, mas é que ultimamente a vida anda caótica (quando não anda?, você pode me perguntar, e eu respondo humildemente que você tem toda razão, mas tenha calma, por favor, e leia a seguir), final de ano é essa dureza mesmo, e agora ainda tenho o final também da faculdade, da minha vida como estudante universitária, da minha rotina, dos dias estudando no campus e comendo pão doce no Benja... Enfim. São muitos lutos pra lidar de uma vez só! Viu? Falando assim, talvez você seja capaz de me entender. Está difícil, juro, não estaria eu aqui me explicando se não tivesse argumentos que justifiquem ao menos um pouquinho esta falha enorme que é dar esse chá de sumiço em você. Desculpe. Tenho percebido -você achou que eu não notaria, né? - que você tem demorado pra carregar sua página aqui no meu computador. Às vezes, até trava e aparece aquele avisinho do Internet Explorer que executou uma operação ilegal e precisa ser fechado. Mas pode ficar tranqüilo e parar com esses atos rebeldes, eu logo volto! Isso se eu não ficar louquinha de pedra antes e começar a falar com seres inanimados... será??
Beijos
Emy
Peço desculpas por minha negligência para contigo. Sei que estou devendo algumas postagens fresquinhas e inspiradas, do jeitinho que você gosta, mas é que ultimamente a vida anda caótica (quando não anda?, você pode me perguntar, e eu respondo humildemente que você tem toda razão, mas tenha calma, por favor, e leia a seguir), final de ano é essa dureza mesmo, e agora ainda tenho o final também da faculdade, da minha vida como estudante universitária, da minha rotina, dos dias estudando no campus e comendo pão doce no Benja... Enfim. São muitos lutos pra lidar de uma vez só! Viu? Falando assim, talvez você seja capaz de me entender. Está difícil, juro, não estaria eu aqui me explicando se não tivesse argumentos que justifiquem ao menos um pouquinho esta falha enorme que é dar esse chá de sumiço em você. Desculpe. Tenho percebido -você achou que eu não notaria, né? - que você tem demorado pra carregar sua página aqui no meu computador. Às vezes, até trava e aparece aquele avisinho do Internet Explorer que executou uma operação ilegal e precisa ser fechado. Mas pode ficar tranqüilo e parar com esses atos rebeldes, eu logo volto! Isso se eu não ficar louquinha de pedra antes e começar a falar com seres inanimados... será??
Beijos
Emy
quarta-feira, 29 de outubro de 2008
Elela (ou Elele)

[Imagem: Joan Miró, "O belo pássaro revelando o desconhecido a um par de amantes" 45,7x38 cm, 1941]
Ele nasceu de parto normal. Ela, de cesárea. Ele falou "mamãe" aos dez meses. Ela, "papai" aos nove. Ele brincava com os amiguinhos do prédio. Ela, com os imaginários. Ele queria ter a barba do papai. Ela pedia barbie pra mamãe. Ele só gostava do recreio. Ela, da aula de desenho. Ele aprendeu a ler aos sete. Ela, aos três e meio. Ele beijou uma coleguinha no escorregador. Ela esperava seu príncipe no balanço. Ele repetiu de ano na quarta série. Ela foi aprovada com louvor. Ele tomou um porre. Ela ganhou um perro. Ele estourou uma bomba no banheiro e foi expulso. Ela ganhou uma bolsa de estudos. Ele fez karatê, pra extravasar a energia. Ela, natação pra acompanhar as amigas (e ver os rapazes do colegial). Ele foi trabalhar com o pai. Ela fez intercâmbio na Europa. Ele conheceu prostitutas da Augusta. Ela namorou um italiano. Ele aprendeu a dirigir um carro. Ela era a favor da bicicleta. Ele conheceu um bom amigo. Ela foi pra faculdade. Ele foi fazer teatro. Ela já fazia. Ele. Ela. Ela pensou: interessante. Ele: bem gata. Ela foi pra direita. Ele não ia, mas foi. Ela pediu um chá gelado. Ele, um chope uruguaio. Ela gostava de piano. Ele, de violão. Ela ouvia bossa nova. Ele, rock antigo. Ela mordia o canudo pra beber. Ele detonava o copo em três goles. Ela evitava gordura trans. Ele, legumes no vapor. Ela tinha ansiedade. Ele, insônia. Ela beijava de olhos abertos. Ele lhe puxava os cabelos. Ela morava mais perto. Ele não tinha hora pra chegar. Ela preferia ficar em cima. Ele, em baixo. Ela se despedia com beijinhos. Ele, com um beijão.
quinta-feira, 25 de setembro de 2008
Rap do poema
"Faz tempo que não faço poesia
(Poesia, palavrinha tão vazia
parece mais uma bexiga cheia
-mas não era vazia? - de ar)
Resolvi escrever sem rascunho
sem papel, caneta ou punho
nem graveto na areia,
vim direto digitar.
Pois na era em que estamos
décadas viram como anos
há muita pressa, minha gente!
Que estou fazendo aqui?
Ah, sim. Vim poesiar postagem
Que é de hoje a mensagem
um tanto quando indecente
do infinito de Emy."
(22/09/2008)
(Poesia, palavrinha tão vazia
parece mais uma bexiga cheia
-mas não era vazia? - de ar)
Resolvi escrever sem rascunho
sem papel, caneta ou punho
nem graveto na areia,
vim direto digitar.
Pois na era em que estamos
décadas viram como anos
há muita pressa, minha gente!
Que estou fazendo aqui?
Ah, sim. Vim poesiar postagem
Que é de hoje a mensagem
um tanto quando indecente
do infinito de Emy."
(22/09/2008)
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